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terça-feira, novembro 30, 2010

Há oxigênio e dióxido de carbono na Lua de Saturno

      A NASA publicou esta semana a descoberta da presença de oxigênio e de dióxido de carbono na exosfera (termo para a atmosfera para outros planetas) de Reia, a segunda maior lua de Saturno.

      A descoberta foi levada a cabo pela sonda Cassini, e apenas foi possível devido aos esforços conjuntos da NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial de Itália.

      Apesar da existência de oxigênio nas luas de outros planetas, nomeadamente as luas Europa e Ganimedes de Júpiter, não ser novidade, é a primeira vez que os cientistas descobrem oxigénio numa lua de Saturno.

      A fina camada de oxigénio e dióxido de carbono mantém-se devido ao constante bombardeamento da superfície gelada de Reia, por partículas de alta energia.

      Ben Teolis, um dos cientistas responsáveis pela investigação, afirma que este tipo de exosferas podem ser bastante comum, devido à semelhança das massas lunares de Saturno (ou até Urano).
Os cientistas pensam que outras duas luas de Saturno, Dione e Tétis, reúnem condições para que possa também existir oxigénio e dióxido de carbono.

      A sonda Cassini deverá alcançar Dione em Dezembro de 2011, mas não têm qualquer tipo de previsão para Tétis.

Tirada do Ip Jornal.

terça-feira, novembro 09, 2010

Jatos de gás na superfície do Sol captados em alta resolução

      Imagens em alta resolução são captadas na superfície do sol, mostrando jatos de gás que se projetam rumo às camadas mais altas da atmosfera.

      Chamadas espículas, as proeminências são espécies de "tubos" de gás ejetado da superfície da estrela.

      "Localizada entre a fotosfera, onde surgem as manchas solares, e a coroa, com os seus arcos magnéticos que se estendem no espaço interplanetário, fica a cromosfera, uma parte da atmosfera solar muito complexa e, sob muitos aspectos, ainda totalmente enigmática," explicam Fabio Cavallini e Kevin Reardon, astrofísicos do Observatório Astrofísico de Arcetri, na Itália.

      "É nessa região intermediária da atmosfera solar que o campo magnético começa a prevalecer sobre o gás em movimento, modelando-o em longas estruturas finas, mais quentes e mais densas que o meio ambiente ao seu redor," dizem os astrofísicos.

Tirada do Inovação Tecnológica.

quarta-feira, novembro 03, 2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Objeto mais antigo já capturado pelo Hubble

      A equipe do Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, registrou o objeto mais antigo já detectado por astrônomos. A galáxia UDFy-38135539 está a 13,1 bilhões de anos-luz de distância.

      A luz da galáxia demorou 13,1 bilhões de anos para chegar ao Sistema Solar. A idade estimada do Universo é de aproximadamente 13,7 bilhões de anos. O que é observado no centro da foto é a luz da galáxia depois de apenas 600 milhões de anos após o Big Bang.
 
      O complexo nome do conjunto de estrelas vem da região observada, conhecida como "ultra deep field", com os números indicando a posição exata no espaço.

       Após analisar as opções oferecidas pelo Hubble, a confirmação da condição de objeto mais remoto já observado veio após o trabalho de astrônomos usando o telescópio VLT (sigla para telescópio muito grande, em inglês) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

Tirada do G1.

Boa quarta-feira! \o,

quarta-feira, outubro 20, 2010

Hubble captura nebulosa planetária há 6.500 anos-luz da Terra

      A Nasa divulgou recentemente uma imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da nebulosa planetária NGC 6210. Localizada a 6.500 anos-luz da Terra, na constelação de Hércules, a nebulosa foi descoberta em 1825 pelo alemão Friedrich Georg Wilhelm Struve. 

      As nebulosas planetárias não estão relacionadas a planetas, são chamadas assim porque se pareciam com corpos planetários quando vistas nos pequenos telescópios dos séculos passados. NGC 6210 é o vestígio final de uma estrela um pouco menor que o Sol.

      A imagem do Hubble detalha a estrutura interna da nebulosa, mostrando a estrela ao centro cercada por uma bolha azulada. A bolha está sobreposta a uma nuvem de gás avermelhado.

Tirada do Estadão.

Sem tempo hoje, boa quarta-feira! \o,

terça-feira, setembro 28, 2010

Hubble confirma matéria escura

      No mapa feito durante o estudo, as estruturas em branco, ciano e verde estão mais próximas do que aquelas em laranja e vermelho.


      Uma análise feita pelo Telescópio Espacial Hubble confirmou a existência da misteriosa aceleração cósmica, causada por forças invisíveis no Universo.

      De acordo com a teoria, o Universo que conhecemos, composto de matéria visível, corresponde a apenas 4% de tudo o que há no cosmos.
    
      Já o Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.

      Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível (o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa). Acredita-se que 20% do Universo é composto de matéria escura e, o restante, da chamada energia escura.

       Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.

      Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.


      Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos “pesaram” a distribuição de matéria no espaço.

      Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional misterioso (a energia escura).

Boa terça-feira! \o,

terça-feira, setembro 21, 2010

Agência espacial da Europa se prepara para missão de robô-lunar em 2018

      A Agência Espacial Européia (ESA) propôs à alemã EADS Astrium uma missão de um robô-lunar, que será enviado para a Lua, em 2018, a fim de explorar o Pólo Sul lunar e preparar futuras aterragens humanas.


      O contrato com a EADS (orçado em 6,4 milhões de euros), lança uma missão que pretende preparar futuras aterrisagens de astronautas na lua. “A região pode ser a localização para futuros exploradores humanos porque oferece luz do Sol quase de forma permanente, essencial para o abastecimento energético”, explica a ESA.

      A fase que começa agora, chamada “Fase-B1”, e que terminará em 2012, vai desenvolver e testar tecnologias, algumas pela primeira vez. A ESA explica que será analisada em detalhe a informação topográfica mais recente do Pólo Sul, a fim de encontrar os locais possíveis para a aterragem. Depois será concebido o robô, nomeadamente os seus sistemas de propulsão e navegação.

      O robô de cerca de 800 quilos, deverá ser capaz de aterrar numa região cheia de crateras e elevações. Depois deverá libertar um pequeno veículo que se vai deslocar pela superfície lunar.

      Simonetta Di Pippo (directora dos vôos tripulados na ESA) explicou que a prioridade científica desta missão será a futura exploração da região pelo ser humano. “Vamos procurar minerais e água no solo para saber se podemos preparar uma presença sustentável na superfície da Lua”, completou.

      A proposta com o custo total da missão ainda deverá ser submetida à apreciação dos ministros da Ciência europeus em 2012. Se os decisores políticos gostarem do conceito e decidirem financiá-lo, o robô poderá ser lançado a bordo de um vaivém Soiuz antes do final desta década, avança a BBC.

Tirada do Público.

Hubble captura obras cósmicas

      A 7.500 anos-luz da Terra, em meio da Constelação Carina, a radiação emitida por grandes estrelas forma figuras no espaço.


      No vácuo, essa radiação faz grandes buracos em nuvens moleculares, criando o efeito capturado pelas lentes do Hubble.


      Os pilares de hidrogênio foram esculpidos também com a ajuda de violentos ventos estelares.


      A imagem é uma composição de observações feitas em 2005 da luz emitida por átomos de hidrogênio e com observações feitas este ano da luz emitida pelos átomos de oxigênio.

Tirada do Abril.

Boa terça-feira! \o,

quarta-feira, setembro 15, 2010

Astrônomos flagram estrela "devorando" outra e gerando planetas

Um grupo de astrônomos flagrou uma estrela devorando outra e criando planetas a partir do disco de "sobras". 

Imagem real - Ilustração

      Usando dados do Observatório de Raios X Chandra, o grupo de Joel Kastner, do Instituto de Tecnologia de Rochester, encontrou sinais de que uma estrela variável na constelação de peixes, BP Piscium, não é a estrela jovem que aparenta ser, e sim uma gigante vermelha que engoliu uma estrela ou planeta próximo, diz nota do instituto.


      Kastner atribui a possível juventude da estrela a duas coisas: um disco de material que lembra os discos onde se formam planetas ao redor de estrelas novas e os jatos de material que partem dos polos do astro. Uma estrela jovem acumula material do disco, que cai em sua direção, absorvendo cerca de 90% do que cai e reciclando o restante para o espaço, através dos jatos.

      "As companheiras dessas estrelas gigantes caíram dentro delas e fazem com que girem mais rápido", explica Kastner. "Nossa hipótese de trabalho é que estamos olhando para a estrela bem no ponto em que ela acabou de engolir a companheira e, assim, formou o disco. Parte do material que compunha a outra(estrela "engolida") caiu na estrela, e parte foi expelida em alta velocidade, e é a isso que estamos assistindo".

Tirada do Estadão.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Nasa planeja missão ao Sol para 2018

      A NASA apresentou um novo projeto com a finalidade de entrar na atmosfera solar.


      Esse projeto conta com uma sonda, designada de Solar Probe Plus (SPP),  que vai ter por objetivo recolher o máximo de informação possível, antes de ser destruída pelas elevadas temperaturas do Sol.

      “As experiências são especificamente desenhadas para resolver duas questões-chave da física do Sol (porque é que a atmosfera exterior é muito mais quente do que a superfície visível e o que é que origina o vento solar que afecta a Terra e o nosso sistema)”, explica Dick Fischer, director da divisão de Heliofísicas da NASA em Washington, num comunicado emitido na quinta-feira.“Lutamos com estas questões há décadas e esta missão vai finalmente dar-nos uma resposta.”

      Para a SPP conseguir suportar as elevadas temperaturas e os altos níveis de radiação, este será protegida por escudo de carbono composto aquecido que ainda está por construir. O custo da missão rondará os 139 milhões de euros.

      Esta é a primeira vez que se constrói uma sonda para pesquisar tão directamente o Sol. O projeto tem como objectivo recolher amostras da corona (atmosfera exterior do Sol), que é um plasma com partículas carregadas.

      A sonda vai estar equipada com instrumentos como um detector de vento solar, uma câmara 3D e um aparelho para medir o campo magnético. “Pela primeira vez, vamos ser capazes de tocar, provar e cheirar o nosso Sol”, disse Lika Guhathakurta, um dos cientistas do programa.

Tirada do Ip Jornal.

Ótimo começo de semana! \o,

Novo livro de Stephen Hawking diz que não foi Deus que criou o Universo

O novo livro de Stephen Hawking sugere que Deus nada teve a ver com a criação do Universo.



      A obra  tem como título “The Grand Design”, será editada a 9 de Setembro. O livro pretende explicar mistérios como o Big Bang ou a existência de outros universos. Segundo o cientista, o  Big Bang foi simplesmente uma consequência das leis da Física e Deus não teve nenhum papel nisso.

      O "Times", publica esta quinta-feira alguns trechos da nova obra de Hawkings, onde defende que “a criação espontânea é a razão por que algo existe”.

      “Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o universo pode criar-se a partir do nada. A criação espontânea é a razão pela qual há algo em vez de nada, porque o universo existe, porque nós existimos”, lê-se no livro assinado por Hawking e pelo físico norte-americano Leonard Mlodinow. “Não é necessário invocar Deus para premir o gatilho e pôr o universo em marcha”, argumenta o físico.

      No entanto, estas declarações são o oposto do que  Hawking defendeu  no seu grande êxito de 1988, “Uma breve história do tempo”, em que o cientista revelava uma posição diferente: “Se descobríssemos uma teoria completa do universo, seria o derradeiro triunfo da razão (porque assim conheceríamos a mente de Deus)”.

      Há poucas semanas, Hawking foi notícia por defender que a humanidade deveria procurar nos próximos 200 anos outro planeta para viver, devido à forma como os recursos terrestres estão a ser utilizados.

Tirada do Ip Jornal.

Hubble captura nebulosa Ampulheta


      A imagem mostra a fase final da vida de uma estrela parecida com o Sol.

Acima, uma estrela parecida com o sol, em sua fase final.

      Seu combustível interno chegou ao fim, conforme suas camadas exteriores são ejetadas, seu centro gradativamente resfria e ela se torna uma anã-branca.

      Estrelas de pouca massa, como o Sol, normalmente sobrevivem cerca de 10 bilhões de anos antes de seu hidrogênio acabar. Durante as próximas dezenas ou centenas de milhares de anos, as estrelas lentamente liberal cerca de metade de sua massa em ventos esféricos em expansão.

      Depois, em um processo ainda pouco conhecido que dura entre 100 e mil anos, as estrelas se transformam em nuvens geometricamente elaboradas, chamadas nebulosas planetárias.

      Em 1995, astrônomos usaram o telescópio Espacial Hubble para fazer uma série de imagens da Ampulheta. Delicados anéis de gás coloridos ajudam a entender seu formato: o nitrogênio está em vermelho, o hidrogênio em verde e oxigênio em azul.
Esses detalhes flagrados pelo Hubble podem ajudar a revelar o processo de ejeção de matéria e a explicar a simetria dessas nebulosas.

 Tirada do Abril.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Hubble observa maior supernova conhecida pelo homem

      Pesquisas feitas pelo telescópio da Nasa dão pistas sobre a fonte dos compostos que formam os planetas, animais e plantas.

Os pesquisadores estão analisando a interação da supernova com um gigantesco anel de gás em volta da explosão, conhecido como "Cordão de Pérolas"  

       Observações feitas pelo telescópio Hubble, mostraram as "vísceras" de estrelas sendo lançadas no espaço. O fenômeno é parte da maior explosão galáctica conhecida pelo homem, a Supernova 1987A. Descoberta em 1987, a 1987A é a estrela mais próxima da Terra a explodir. Ela está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea.
 
       A equipe de pesquisadores da Universidade de Colorado (EUA), detectou emissões brilhantes da explosão dando suporte a modelos teóricos sobre como as supernovas interagem com o ambiente galáctico. "As novas observações permitem medir com precisão a velocidade e a composição das 'vísceras' da estrela, mostrando como ocorre o depósito de energia e elementos pesados na galáxia", disse o astrônomo Kevin France, chefe da pesquisa. "É possível saber quais elementos estão sendo reciclados na Grande Nuvem de Magalhães e como o ambiente é alterado em escala humana de tempo", completou.
 
Tirada do Abril.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Energia de buraco negro impede formação de milhões de estrelas


      Um gigantesco buraco negro no centro da galáxia M87 está soprando poeira e gás para longe, impedindo assim a formação de novas estrelas. 

Imagem composta por dados coletados pelo Telescópio de Raios X  Chandra e pelo conjunto de radiotelescópios VLA registra o processo violento.

      Astrônomos envolvidos no estudo declaram-se "surpresos" pelas semelhanças entre os processos desencadeados pelo buraco negro e a erupção de um vulcão na Islândia, no semestre passado.

      A uma distância de 50 milhões de anos luz, M87 está relativamente próxima da Terra e fica no centro do aglomerado de Virgem, que contém milhares de galáxias. A localização de M87, combinada ao longo período de atividade do Chandra, fez com que a galáxia fosse um excelente alvo de observação.

      "Nossos resultados mostram em grande detalhe como o buraco negro supermassivo tem um controle surpreendentemente bom sobre a evolução da galáxia onde vive", disse, Norbert Werner, do Instituto Kavli de Astrofísica de partículas e Cosmologia da Universidade Stanford e do Laboratório Nacional de Acelerador SLAC. "E não para aí. O alcance do buraco negro se estende ainda além pelo aglomerado, de forma semelhante á que um pequeno vulcão pode afetar praticamente um hemisfério todo da Terra".

      O aglomerado ao redor de M87 brilha em luz de raios X, que é captada pelo Chandra. À medida que se resfria, o gás pode cair na direção do centro da galáxia, onde resfriaria-se ainda mais e formar novas estrelas.

      No entanto, observações de rádio feitas pelo VLA indicam que os jatos de partículas altamente energéticas produzidos pelo buraco negro de M87 interrompe o processo. Esses jatos erguem o gás relativamente frio perto do centro da galáxia e produzem ondas de choque na atmosfera galáctica, por conta de sua velocidade supersônica.

      Os cientistas envolvidos na pesquisa consideraram que a interação dessa "erupção" cósmica com o ambiente galáctico é muito semelhante à do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que forçou o fechamento de boa parte dos aeroportos da Europa há alguns meses.

      Como o Eyjafjallajokull, bolsões de gás quente irrompiam pela superfície da lava, gerando ondas de choque que podem ser vistas passando através da fumaça cinzenta. O gás aquecido se eleva pela atmosfera, arrastando a poeira cinzenta atrás de si.

      Em analogia com o vulcão, as partículas energéticas produzidas na vizinhança do buraco negro elevam-se através da atmosfera que emite raios-X, fazendo elevar-se o gás mais frio perto do centro de M87, de modo semelhante ao arrasto das nuvens de cinza vulcânica visto na Terra.

      Em M87, as plumas de gás mais frio que são erguidas contêm tanta massa quanto todo o gás contido num raio de 12.000 anos-luz do centro do aglomerado de galáxias. 

      "Esse gás teria formado centenas de milhões de estrelas se o buraco negro não o tivesse retirado do centro da galáxia", disse um dos autores de um dos dois artigos que descrevem a dinâmica de M87, Evan Milion, de Stanford. Os artigos aparecerão no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. 

Copiada e colada do Correio do Estado.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Hubble mostra galáxia distante como 'ilha' no espaço

A galáxia NGC 4911, contém depósitos de poeira e gás perto do centro. Eles aparecem em silhueta contra o brilho dos aglomerados próximos de estrelas recém-nascidas e nuvens rosadas de hidrogênio.

Imagem revela a galáxia NGC 4911, no aglomerado de Coma, em Coma Berenices.
O Hubble capturou os braços espirais externos da galáxia, bem como milhares de outras galáxias de vários tamanhos.

A imagem divulgada combina dados obtidos em 2006, 2007 e 2009, e que exigiram um tempo de exposição de 28 horas.

Tirada do Estadão.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Colisão de galáxias captada por telescópios

As galáxias Antenas, que ficam a 62 milhões de anos-luz da Terra, começaram a colidir há mais de 100 milhões de anos, fazendo com que gases e poeira dessem origem a milhões de novas estrelas.

As mais massivas estrelas já nasceram, viveram e morreram na explosão das supernovas desde que a colisão começou. Grandes observatórios da Nasa como Hubble, o Observatório de Raios X Chandra e o Telescópio Espacial Spitzer, testemunharam a colisão de duas galáxias em detalhes nunca antes vistos e contribuíram com dados próprios para formar a cena da colisão.

A imagem azul, do observatório Chandra, mostra as nuvens de gás interestelar, preenchidas com elementos pesados criados nas supernovas. Esse será o berço de uma segunda geração de estrelas e seus planetas. O gás e a poeira contém elementos como magnésio, silício, oxigênio e ferro.

Buracos-negros emitem raios x quando materiais caem neles (pontos brancos brilhantes na imagem). Eles são os restos de estrelas gigantescas de antigamente, e podem ter uma massa 100 vezes maior que a do Sol.

O telescópio Spitzer contribuiu com a imagem em vermelho, mostrando estrelas mais novas, brilhando em infravermelho, enquanto o Hubble captou estrelas mais antigas e regiões de formação de estrelas, em dourado e branco respectivamente. As nuvens de poeira aparecem em marrom.


Tirada do Abril.

Bom começo de semana! \o,

quinta-feira, julho 22, 2010

Descoberta a maior estrela já avistada pelo homem

Chamada de “R136a1”, a estrela descoberta pelo cientista Paul Crowther. Que afirma ser centenas de vezes maior que o sol e  320 vezes a sua massa.



Esta estrela tem o dobro da massa do que a anteriormente descoberta, perdeu massa com o passar do tempo.
“Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso ao envelhecerem. A R136a1 já está na meia-idade e passou por um intenso programa de perda de peso”
         Com uma massa 265 maior do que a do nosso Sol e com uma luminosidade quase 10 milhões de vezes superior.
         A colossal estrela fica a 165 mil anos-luz da Terra, em um conglomerado de estrelas novas na Nebulosa da Tarântula, uma nuvem de gás e poeira na Grande Nuvem de Magalhães.

Tirada do Ip Jornal.

segunda-feira, julho 19, 2010

Telescópio Hubble registra exoplaneta gigante com cauda de cometa


A Nasa, através do Telescópio Hubble, confirmou a existência de uma “cauda”, comum dos cometas, em um exoplaneta extremamente quente.


Representação artística do planeta HD 209458b


Batizado de HD 209458b, o planeta está orbitando sua estrela a uma distância tão pequena que o calor está fazendo sua atmosfera ferver e escapar para o espaço. Os gases que escapam formam a cauda.

 A 153 anos-luz da Terra, o planeta pesa um pouco menos do que Júpiter, mas orbita sua estrela 100 vezes mais próximo. O exoplaneta gira ao redor de sua estrela em apenas 3,5 dias (Mercúrio, o planeta mais próximo do sol em nosso sistema, orbita o Sol em 88 dias).

"Desde 2003 os cientistas vêm teorizando que a massa perdida está sendo empurrada para trás, formando uma cauda, e eles até mesmo calcularam a aparência provável do planeta-cometa," diz o astrônomo da Universidade do Colorado em Boulder, Jeffrey Linsky.

O Hubble detectou elementos como carbono e silício, na atmosfera do planeta (que atinge quase 1.100 graus Celsius). Por este motivo sua estrela-mãe está aquecendo a atmosfera inteira, permitindo que até mesmo os elementos mais pesados escapem do planeta.

Os astrônomos afirmam que o planeta ainda levará cerca de 1 trilhão de anos para ser completamente destruído. 

Tirada do Terra.

quinta-feira, julho 15, 2010

Novo tipo de lua em meio aos anéis de Saturno é descoberta

Uma nova classe de luas no interior dos anéis de Saturno foi descoberta. É a primeira vez em que cientistas são capazes de rastrear o movimento de um objeto individual no interior de um disco de destroços.

Close dos anéis mostra uma das "hélices" que indicam a presença de pequena lua.


A descoberta dá ainda aos pesquisadores, a capacidade de "voltar no tempo" para uma época em que o Sistema Solar estava em seus primórdios.

"Observar o movimento de material incrustado no disco oferece a rara oportunidade de avaliar como os planetas cresceram em, e interagiram com, o disco de material  que cercava o Sol primitivo", disse a pesquisadora Carolyn Porco, da sonda Cassini, e uma das autoras do artigo que descreve a descoberta.

Os cientistas que trabalham com os dados da Cassini, descobriram as "hélices" em 2006, numa área agora conhecida como "cinturão das hélices", no meio do anel mais externo de Saturno, chamado de "anel A".

Esses espaços eram criados por uma nova categoria de luas (menores que os satélites conhecidos, mas maiores que a média das partículas genéricas dos anéis). Essas pequenas luas, que podem ser milhões, não são grandes o bastante para criar lacunas em toda a circunferência  dos anéis, como fazem as luas "pastoras" Dafne e Pã.

As "hélices" criadas pelas luas têm até milhares de quilômetros de comprimento e alguns poucos quilômetros de largura. As luas responsáveis aparentemente conseguem expelir material até 500 metros acima e abaixo do plano dos anéis, que tem uma espessura média de 10 metros.


A sonda Cassini está longe para observar diretamente as luas, os cientistas estimam que elas tenham cerca de 1 km de diâmetro.

Matthew Tiscareno(principal autor do estudo) e colegas, acreditam que haja dezenas dessas hélices, e 11 delas foram fotografadas diversas vezes entre 2005 e 2009.

Tirada do Estadão.

Boa noite! \o,

quarta-feira, julho 14, 2010

Hubble captura fase final da vida de estrela

Quando a atmosfera estelar é expelida, o espaço ao redor torna-se rico em poeira brilhosa

Estrela elimina a própria atmosfera, como fará o Sol no futuro.

 

O Telescópio Hubble captou um estágio da fase final da existência de uma estrela semelhante ao Sol.

Localizada na constelação de Cygnus, a 15.000 anos-luz da Terra, a nuvem brilhante de poeira começou a se formar quando a estrela central saiu de sua fase gigante vermelha e começou a expelir a própria atmosfera. O Sol deve se transformar em uma gigante vermelha em 5 bilhões de anos.

Quando a atmosfera é expelida, o espaço ao redor torna-se rico em poeira, e a estrela se mantém relativamente fria. A poeira brilha ao refletir a luz da estrela e emite radiação infravermelha.

Jatos que partem da estrela podem criar espaços vazios na nuvem, e este é o caso da IRAS 19475+3119, onde duas dessas figuras aparecem, em ângulos diferentes.

À medida que a estrela continua a se desfazer, a estrela acaba expondo o núcleo mais quente. A intensa radiação ultravioleta faz com que o gás brilhe de forma mais intensa, o que dá origem à nebulosa planetária.

Tirada do Estadão.